AMIGOS
Quando
penso nessa palavra,
Vem a
minha mente
Comunhão,
afinidade,
Sentir e
sofrer de dois,
Cair, ser
levantado pela mão estendida.
Deixar
rolar uma lágrima,
E esta
ser aplainada pelo outro.
Sorrir e
dividir sorrisos,
Cantar em
dueto, trio ou coral.
Sentar na
praça, na rua,
Em casa,
na vida,
Fazer
tudo junto.
Amar
todos os dias,
Querer
sempre,
Doer, só
às vezes,
Captar o
enigma sem pestanejar.
Conjecturar
o inimaginável,
Mas
sempre de dois, três…
Quero
todos os meus amigos,
Que se
multipliquem
Cada vez
mais, e mais, e mais…
Porque há
muito o que dividir.
Lígia Oliveira
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